A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 19, os convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e o ex-chefe da autarquia Roberto Campos Neto possam depor à comissão sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados feitos por instituições financeiras.
Além dos consignados, Campos Neto, na mira do governo, e Galípolo, alvo da oposição, serão pressionados sobre a atuação da autoridade monetária no caso do Banco Master. Investigação da Polícia Federal apontou que, durante a gestão de ambos, servidores do Banco Central tinham ligações com Daniel Vorcaro, dono do Master.
Envolvimento de Paulo Sérgio Neves de Souza
Um dos suspeitos é Paulo Sérgio Neves de Souza, que foi diretor de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023. Ele é apontado como "consultor informal" do banco e vendeu uma fazenda de café por R$ 3 milhões para um fundo de investimentos ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
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Acusações contra Belline Santana
Outro é Belline Santana, que chefiou o Departamento de Supervisão Bancária em 2025. Ele também é acusado pela PF de receber pagamentos de Vorcaro para atuar "de modo informal e reiterado em favor dos interesses" do Master.
Os dois teriam oferecido orientações sobre processos administrativos envolvendo o Master, revisado minutas de documentos que seriam enviados pela instituição ao regulador e tentado influenciar na análise de processos administrativos, segundo a PF. Os dois foram afastados do Banco Central em janeiro, quando foi aberta uma investigação interna para apurar o caso Master.
A CPMI também aprovou o compartilhamento de provas da CPMI do Crime Organizado sobre as quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico, telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.