Política

CPMI do INSS investigará entrada com “câmera escondida” em sala-cofre com documentos de Vorcaro

Presidente Carlos Viana reage à nota da PF sobre reinserção de dados de Daniel Vorcaro e promete apuração

Presidente da CPMI, Carlos Viana, criticou a nota da PF
Presidente da CPMI, Carlos Viana, criticou a nota da PF Foto : Jefferson Rudy / Agência Senado / CP

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta quinta-feira, 19, que foi informado da suspeita da tentativa de uma pessoa entrar com "câmera escondida" na sala-cofre. A sala continha informações sigilosas obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Se confirmada a suspeita, Viana abrirá investigação do caso.

A declaração foi dada em reação à nota da Polícia Federal, divulgada na noite desta quarta-feira, 18. No texto, a corporação diz que a CPMI reinseriu dados de Vorcaro no sistema após exclusão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Viana chamou a nota de "despropositada".

Ele afirmou que protocolou pedido para que o ministro do STF, André Mendonça, possa devolver os dados dispostos no celular do banqueiro. O objetivo é sinalizar quais dados podem ser usados pela investigação sem comprometer o inquérito em curso na Corte.

"Havia suspeitas que os vazamentos seriam feitos através de câmeras escondidas. Se houver vazamento de qualquer material que tenha vindo da sala-cofre, será feita investigação para identificar quem vazou", disse Viana.

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Logo no início da sessão desta quinta-feira, o presidente da CPMI criticou a nota da PF. "É uma nota despropositada, eu tenho respeito enorme pelo trabalho da Polícia Federal, mas a Polícia Federal não está acima da CPMI", afirmou. Ele questionou: "Se dados foram reintroduzidos, e não sabemos quais, quais dados foram reintroduzidos? Eles manusearam os dados, nós não tivemos acesso a nada. Dizer que manuseamos dados é uma decisão no mínimo estranha".

De acordo com nota da PF, a reinserção de dados decorreu por "solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple". O pedido gerou um "novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente", segundo a PF. Os fatos foram comunicados a Mendonça.