A motivação, segundo Luiz Carlos Busato, que além de presidente do PTB é secretário estadual de Obras Públicas e Irrigação do governo Tarso Genro, seria declaração do presidente petista, Raul Pont, que teria dito que o PTB é parceiro complicado por estar envolvido em supostas denúncias de irregularidades. Busato disse ontem que todos os partidos têm problemas. "O Pont tem que olhar para o partido dele. Se somos citados em denúncias, o que é o Mensalão?", alfinetou Busato.
Cauteloso, Pont disse não se lembrar de ter feito a declaração e admitiu surpresa com a atitude do dirigente petebista. "Essa questão dele não querer negociar comigo é novidade para mim", disse. Busato revelou ter almoçado ontem com Tarso e ter declarado ao governador que o partido não quer assumir nenhuma posição deixada em aberto após o desembarque do PSB da administração estadual. "Disse ao governador que não temos interesse nenhum em cargos que eram do PSB. Aliás, eu acho que devemos buscar novos parceiros para esses cargos. O PTB pode ajudar nesse sentido. Em via de regra, as pessoas enxergam o PTB como 'carguista', e não é isso que queremos", defendeu.
Segundo ele, o partido vive momentos decisivos para a campanha. "Até o fim dessa semana nosso foco é exclusivo na nominata para a proporcional, devido ao prazo do TSE para novas filiações", disse. Em seguida, a legenda começa a tratar com demais partidos para análise da conjuntura. "Nosso compromisso é até o último dia desse mandato, depois temos que ver como vai ficar. Teremos reunião com o PMDB na próxima semana. Além disso, faremos 15 ou 16 encontros no interior do Estado para ouvirmos as bases", revelou.