Ao final do julgamento, ele poderá sofrer desde advertência oral, pena mais branda, até a cassação do diploma, punição mais severa prevista pelo regulamento do Crea. Apesar de estar recluso no presídio de Júlio de Castilhos, Aguiar já foi oficiado sobre a abertura de processo de ética profissional.
O presidente do Crea, Luiz Alcides Capoani, explicou a origem do processo. "Diante dos fatos, eu denunciei o Paulo Aguiar para a Câmara Especializada de Engenharia Elétrica porque não posso, mesmo como presidente, iniciar uma ação de punição sozinho. O pedido foi acatado no dia 28 de março e a denúncia foi encaminhada para a Comissão de Ética Profissional", explicou Capoani.
Ele afirmou que não é possível determinar o período exato em que será anunciada a sanção. A análise do caso é longa e garante ao réu prazos de defesa. "É um procedimento bem democrático. É difícil estabelecer prazos", comentou Capoani. Um relatório produzido em 2001 pelo Conselho do Crea apontou que, à época, Aguiar já exercia ilegalmente a Engenharia Civil. Ele também já era identificado como um facilitador dos interesses de empresas, usando o cargo no Daer para manipular licitações.