Política

Criação de Comissão do Meio Ambiente gera impasse na Assembleia do RS

Proposta do líder da oposição na Assembleia esbarra no critério de proporcionalidade entre os partidos representados nas comissões

Deputado afirma que pauta da Saúde ocupa todo espaço da comissão
Deputado afirma que pauta da Saúde ocupa todo espaço da comissão Foto : Marcelo Oliveira / Agência ALRS / CP

A proposta de criação de uma nova comissão permanente tem causado impasses na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Líder da oposição, o deputado Miguel Rossetto (PT) busca desmembrar a Comissão de Saúde e Meio Ambiente, com o objetivo de deixar uma nova comissão totalmente dedicada à pauta ambiental. “O tema do Meio Ambiente é tratado como saúde, mas a pauta da saúde é gigantesca e ocupa todo o espaço da comissão. Fato é que o Meio Ambiente assumiu uma urgência na agenda do Estado. O RS é o centro das incertezas em relação a mudanças climáticas, com estiagens recorrentes, chuvas recorrentes e temperaturas altíssimas. É o Estado que vem enfrentando os piores prejuízos econômicos em decorrência disso”, afirmou Rossetto.

A proposta esbarra em algumas discordâncias de entendimento entre os deputados. Não em relação à necessidade de se ter uma comissão focada em pautas ambientais, mas no que consta no regimento interno da Assembleia. A criação de uma nova comissão poderia resultar na alteração da composição das demais comissões.

A negociação ocorre desde o ano passado e algumas alternativas já surgiram. Uma é transferir as atribuições da comissão mista de Defesa do Consumidor para a Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado e utilizar o espaço para a de Meio Ambiente. Outra seria unificar as comissões de Finanças e de Economia, assim também gerando um espaço onde a pauta ambiental poderia ocupar. Há também quem entenda que deva ser criada uma nova comissão, mas esta hipótese encontra resistências por provocar alterações em outros grupos.

O tema já foi trazido à Mesa Diretora, e a expectativa de Rossetto é a de que uma decisão possa ocorrer na próxima terça-feira. A Mesa, então, levaria uma proposta para ser votada em plenário. “Cada deputado pode participar de duas comissões permanentes como titular e em uma como suplente. E tem o problema da proporcionalidade dos espaços. Como todos os cálculos da proporcionalidade foram feitos com o número de comissões que temos agora, isso gera um impasse”, relatou o presidente da Assembleia, deputado Pepe Vargas (PT).