O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autorizou na manhã desta quinta-feira a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras na Casa. É a primeira CPI da nova legislatura.
A comissão terá 27 membros (26 titulares e uma vaga de rodízio) e 27 suplentes. Pela proporcionalidade, o bloco liderado pelo PMDB (com PP, PTB, DEM, PRB, SD, PSC, PHS, PTN, PMN, PRP, PSDC, PEM e PRTB) terá 11 membros. O bloco do PT (com PSD, PR, PROS e PCdoB) terá oito representantes; o bloco tucano (com PSB, PPS e PV) seis; o PDT, uma vaga; e o PSOL entrará na vaga do rodízio.
Segundo o secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Mozart Viana, regimentalmente os partidos terão 48 horas para indicar os integrantes. Ele acredita que, em razão do prazo exíguo e pelo fato de não haver previsão de sessão deliberativa na próxima semana, por causa do Carnaval, o mais provável é que os trabalhos da CPI comecem depois do feriado.
De acordo com ato assinado por Cunha, a CPI investigará irregularidades praticadas na companhia entre os anos de 2005 e 2015 e fatos "relacionados a superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias no Brasil; à constituição de empresas subsidiárias e sociedades de propósito específico pela Petrobras, com o fim de praticar ilícitos; ao superfaturamento e gestão temerária na construção e afretamento de navios-sonda", além de irregularidades na operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da empresa na África.
Nessa quarta-feira, o líder do PT na Câmara, Sibá Machado, adiantou que, com a maior bancada da Casa, o partido vai pleitear a presidência ou a relatoria da comissão.
Cunha autoriza instalação de CPI da Petrobras na Câmara
Ato afirma que investigação irregularidades entre 2005 e 2015