Política

Cunha pede celeridade do Senado na apreciação do processo do impeachment

Presidente da Câmara disse que Dilma perdeu as condições de governar

Presidente da Câmara disse que Dilma perdeu as condições de governar
Presidente da Câmara disse que Dilma perdeu as condições de governar Foto : Antônio Augusto / Câmara dos Deputados / CP
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu celeridade, por parte do Senado, na apreciação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que teve a admissibilidade aprovada nesse domingo pela Câmara. Na avaliação de Cunha, o Brasil estará paralisado a partir desta segunda-feira. Ele disse que pretende levar nesta segunda, pessoalmente, para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o parecer pela admissibilidade do afastamento de Dilma.

"O desfecho é muito importante, seja o (caso do) Senado aprovar ou não. O que não vai poder permitir é uma incerteza dessas. Quanto mais tempo se levar para decidir no Senado, a situação vai piorar. A máquina vai parar a partir de amanhã. O Brasil vai parar a partir de amanhã. Por isso, é importante que esse processo tenha um desfecho com maior celeridade, qualquer que seja o resultado. Fizemos a nossa parte", disse o peemedebista logo após encerrar a sessão.

Segundo Cunha, Dilma perdeu as condições de governar e o país chegou ao fundo do poço. "O país passa por sérias dificuldades, a presidente perdeu as condições de governabilidade já faz tempo, perdeu todo e qualquer escrúpulo nesse feirão que foi feito para tentar comprar votos de toda a maneira e chegou ao fundo do poço. Agora, o Brasil precisa sair do fundo do poço. É preciso que a gente resolva politicamente essa situação o mais rápido possível".

Adversário político de Dilma e opositor ao governo, Cunha disse não estar feliz com o resultado do processo de impeachment na Câmara. "Não estou feliz. A abertura de processo de impeachment é muito triste".

Sobre as críticas que foi alvo durante a votação do parecer pelo impeachment no plenário, Cunha disse se tratar de "contestação política". "Estou apenas fazendo o meu trabalho. Eles achavam que criariam algum constrangimento que impedisse que a votação continuasse porque que eu iria comprar a briga. Meu papel não tem personalidade. O papel do presidente é o presidente, não é o Eduardo Cunha".