Há sete anos a concessão está ilegal e a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) analisa o caso para indicar a solução, que pode ser a renovação do contrato com a concessionária atual ou a abertura de nova licitação.
O diretor de Transporte Rodoviário do Daer, que assumiu o cargo há 60 dias, Saul Sartre, garante que apesar da situação o espaço é fiscalizado e multado em caso de irregularidades. Ele informou que o Departamento quer regularizar a situação, mas depende de um parecer da Agergs. O diretor ressaltou que, na administração do condomínio, há deficiências, como falta de acessibilidade para a sala de espera no segundo piso e inadequação para passageiros quando há frio ou chuva. Para Sartre, o ideal seria construir um shopping, a exemplo de outros Estados. Quanto à venda de passagens, o Daer considera o serviço eficiente.
O diretor de Operações da Rodoviária, Giovanni Luigi, que foi procurado pela reportagem, disse ignorar problemas na licitação. Para ele, a rodoviária da Capital tem processo normal e igual a de outras do Estado.
Nesta semana, vistoria da Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação da Câmara de Vereadores denunciou o vencimento da licitação e verificou problemas estruturais na rodoviária como falta de acessibilidade, banheiros sujos e em mau estado de conservação, além de bares e restaurantes irregulares.