Na primeira parte do programa, os candidatos Roberto Robaina, Wambert Di Lorenzo e Jocelin Azambuja aproveitaram o formato do debate para cobrar soluções para a cidade. Mais incisivo, Robaina mirou nos três principais concorrentes ao cargo de prefeito Villaverde, Fortunati e Manuela. O ambiente de questionamentos prosseguiu até mesmo quando Villaverde ocupou o microfone para perguntar à comunista sobre encaminhamentos para o saneamento na Capital.
Manuela citou, como resposta, o Programa Integrado Sócio-Ambiental (Pisa) e a coleta de lixo, que, segundo ela, necessitam de ampliação e melhorias, mas que estão longe do ideal.
Candidato à reeleição, José Fortunati (PDT), alvo preferido dos outros cinco candidatos, respondeu e fez questionamentos. Primeiro, respondeu críticas de Jocelin: “No processo eleitoral tenta-se de tudo, inclusive desconstruir o que está sendo feito na atual administração”, defendeu-se o pedetista. Manuela foi provocada por Robaina, sobre o papel do ex-ministro Orlando Silva (PC do B) no Ministério do Esporte. “Ele foi absolvido na comissão de ética da Presidência da República. Não há nada contra ele”, disse a candidata, que criticou a postura de “justiceiro” de Robaina.
Perguntas diretas entre candidatos
No segundo bloco do programa, Roberto Robaina (PSol) provocou o petista Adão Villaverde, deixando de lado o debate sobre as questões da Capital e citando a aliança do PT com Paulo Maluf (PP) no centro do país. Robaina questionou a opinião de Villaverde sobre a inocência de José Dirceu (PT) no esquema do mensalão. Villaverde, assim como no debate da Rádio Guaíba, ocorrido na última sexta-feira, afirmou que o julgamento apontará os culpados e estes serão punidos. O petista também aproveitou seu tempo para criticar novamente a administração de José Fortunati (PDT). “Esta administração toma decisões de improviso”, disse.
Jocelin Azambuja (PSL) questionando o candidato do PT criticou o esquema de ciclos utilizado em escolas municipais e o governo petista que administrou a Capital por 16 anos. “Seu governo foi péssimo para os pobres e para a educação, assim como vem sendo o governo federal”, criticou. Ocupando o centro do estúdio, Manuela D’Ávila (PC do B) abordou o tema segurança com o tucano Wambert Di Lorenzo. Com propostas divergentes, Manuela defendeu o cercamento eletrônico dos parques, enquanto Wambert afirmou que as câmeras se trata de invasão de privacidade. “O prefeito tem que tomar as rédeas, mas o município é credor do Estado na segurança”, disse citando o déficit de brigadianos em Porto Alegre.
Questionado por Jocelin, Fortunati defendeu o sistema de ciclos da educação que obtém os mesmos índices no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que o sistema de séries utilizado na rede estadual no RS.
Um apelo pela participação no pleito
No último bloco do debate, os candidatos puderam fazer uma manifestação livre, apresentando seu posicionamento sobre as principais questões da cidade. Manuela D’Ávila (PC do B) utilizou seus 2 minutos para afirmar que é possível fazer muito mais pela cidade. Apelou aos eleitores que levem a eleição para o segundo turno. “Eu acredito no combate à política tradicional. O senhor, a senhora, podem me dar esta oportunidade. Votem em quem quiserem, mas eu preciso de mais 20 dias para transformar a cidade”, disse a comunista.
Jocelin Azambuja (PSL), nas suas considerações finais, afirmou que é nesta semana que os eleitores definirão quem será o prefeito. “Temos propostas concretas. Lutamos pela educação e ela é, sim, a única solução para o nosso país”, argumentou. Adão Villaverde (PT) pediu o apoio à sua candidatura pela história do seu partido. “Já governamos Porto Alegre. Eles (a coligação de Fortunati) são o governo do gerúndio, estão sempre por realizar as soluções. Nós não, nós temos propostas no campo da mobilidade urbana, para a saúde, para os postos de saúde. Reflita, eleitor, nossa militância está crescente”, disse o petista.
Wambert Di Lorenzo (PSDB) disse ter esperança em uma Porto Alegre que venha a ter segurança e que possa viver na cidade com esperança de tempos melhores. José Fortunati (PDT) afirmou que não teve tempo de responder a todas as perguntas e convidou os eleitores a irem até o seu site. “Tenho consciência de que avançamos, mas sei que temos problemas a enfrentar. Traga seu voto. Quero fazer mais”, disse o pedetista.
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