Valter Morigi, presidente do IPE, órgão responsável pela Previdência, é radicalmente contra a criação da estrutura complementar. Ele ainda defende o prolongamento das discussões sobre o tema. "Tem um grupo que entende que o melhor é discutir o aumento da alíquota e a previdência complementar agora. Somos contra essa proposta. Há uma rejeição muito forte em relação à previdência complementar, muito maior do que o aumento da alíquota", afirmou Morigi, referindo-se às insatisfações dos servidores públicos e das próprias correntes do PT, que historicamente se posicionaram contra mudanças na previdência.
Em rota de colisão com o núcleo do governo, que simpatiza com a previdência complementar, Morigi diz que buscará o diálogo. "Queremos conversar para não defendermos algo tão antagônico com aquilo que pensamos. Estamos tentando fazer com que as pessoas nos escutem", declarou Morigi, que considera o aumento de 3% da alíquota previdenciária dos servidores que ganham acima do teto uma medida necessária, apesar de "desagradável".
Morigi, contudo, disse que respeitará a decisão final do Piratini. "Se o governo resolver encaminhar a previdência complementar, vamos assumir. Esse é o ônus de ser governo", afirmou.