Tessaro entende que a assinatura não pode gerar efeito hoje, já que Neuza não exerce mandato. Já em relação à CCJ, o presidente da Casa explicou que, como a Comissão é presidida pelo vereador Pedro Ruas (PSol), que protocolou o pedido de CPI, a expectativa é de que ele se declare impedido de conduzir o caso. A sessão, com isso, deve ser presidida pelo vice-presidente, Reginaldo Pujol (Dem). Os vereadores da comissão permanente se reunirão na próxima terça-feira (28) para definir a pendência ou convocarão reunião extraordinária a qualquer momento. Para ter continuidade, a CPI precisa ser votada até o dia 31 em plenário, explicou Tessaro.
O que quer a CPI
A meta é investigar supostas irregularidades na Secretaria da Saúde entre 2007 e 2009, época em que o Instituto Sollus gerenciou o Programa de Saúde da Família (PSF). A fraude estimada é de R$ 9 milhões de reais. Os contratos firmados e renovados sem licitação entre a Pasta e a empresa de vigilância Reação também devem ser alvo da CPI. O suposto esquema de favorecimento, segundo a tese sustentada pelo Ministério Público Estadual, acabou resultando no assassinato do ex-secretário da Saúde, Eliseu Santos, em 26 de fevereiro deste ano, no bairro Floresta.