Melo disse que a administração municipal tem convicção de seus atos e que optou por não subsidiar o valor da passagem, como ocorre em alguns municípios brasileiros. "Se colocássemos dinheiro público, a passagem poderia ser mais barata", explicou.
"Nós estamos no governo desde 2005. As legislações que falam sobre essa matéria vêm de outros governos. O governo federal, através de uma medida provisória, editou decisão de que não deveriam mais fazer parte dos cálculos os encargos sociais das folhas dos trabalhadores das empresas de ônibus. Isso deu um impacto menor", esclareceu. "O Tribunal de Contas entendeu que nós não poderíamos usar no cálculo a chamada 'reserva' – frota reserva de veículos – somente a quantidade de coletivos que circula. Baseados nisso, nós temos absoluta convicção do cálculo que nós fizemos: R$ 3,05", argumentou.
"O prefeito já designou um grupo de trabalho para fazer um pente fino da planilha de cálculos", informou Melo. Segundo ele, a partir da análise dos dados o Executivo poderá identificar se há itens para serem cortados no valor da passagem. "Acredito que grandes alterações não ocorrerão, porque o modelo atual não coloca dinheiro público. "Reconheço que R$ 3,05 é caro, mas é o modelo existente no Brasil para um transporte qualificado", destacou.