Política

Decisões do Congresso impactaram atuação de entidades nas fraudes do INSS, diz ministro

Wolney Queiroz participou de comissão para esclarecer detalhes do esquema descoberto na instituição

Decisões do Congresso impactaram atuação de entidades nas fraudes do INSS, diz ministro
Decisões do Congresso impactaram atuação de entidades nas fraudes do INSS, diz ministro Foto : Geraldo Magela/Agência Senado

Chamado para prestar esclarecimentos na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, confirmou que decisões do Congresso ligadas à ampliação do prazo para que aposentados e pensionistas confirmassem descontos associativos impactaram na atuação de entidades nas fraudes no INSS.

A indicação integra o calendário analisado pela Pasta e apresentada a senadores que participam da comissão. “O fim da revalidação e expectativa anterior fez com que 11 empresas se credenciassem, empresas novas, associações novas, se credenciassem no INSS. Essas empresas, que agora, descobrimos que eram 100% fraudulentas, a maioria se estabeleceu nesse período”, declarou Queiroz.

Queiroz explicou que as situações se ampliaram após uma indicação feita pelo Tribunal de Contas da União(TCU) em 2019. À época, a gestão Bolsonaro determinou que aposentados e pensionistas precisariam autorizar descontos anualmente.

“Cada empresa que tinha seus associados, esses associados precisavam renovar essa autorização anualmente. Isso impediria, naquele momento é o que se buscava, que houvesse os descontos permanentes, ou seja, que alguém autorizasse desconto por um ano e passasse 10 anos sendo descontado. Essa foi a ideia”, relembrou Queiroz.

A decisão, por Medida Provisória, foi alterada durante análise de deputados e senadores, que optaram para ampliar o período dos descontos para uma autorização a cada três anos e a partir de 2021. O ano também foi adiado pela pandemia de Covid-19.

“Era medida justificada e foi por essa razão que Conselho de Previdência recomendou em 2021, que fosse feita a delação de prazo para vigência ser a partir de 2022 quando já haveria vacina e outro ambiente que não mais haveria necessidade de isolamento social”, disse.

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