A quinta-feira foi movimentada no meio político brasileiro devido à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi comentada por políticos de diferentes partidos em vários estados. Nem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) poupou críticas às palavras do presidente. O secretário-geral da entidade, Dom Geraldo Lyrio, afirmou: "Estamos tão mal assim?" Já dom Dimas Lara Barbosa, lembrou que "Cristo não fez alianças com fariseus".
Alguns políticos usaram o Twitter para expor suas opiniões. Foi o caso do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que escreveu: "o presidente disse que no Brasil, Jesus faria acordo com Judas. Jesus poderia perdoar Judas, fazer acordo jamais". Já o deputado federal Ronaldo Caiado se expressou de forma mais direta no microblog: "Como PP, PMDB, PR e PTB estão se sentido depois que foram considerados Judas pelo presidente Lula?".
Pedro Simon (PMDB-RS) foi enfático na sua declaração, ressltando que "Jesus escolheu os apóstolos, mas pagou o preço". O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), por sua vez, destacou que "o presidente quis justificar suas alianças. Aqui na Prefeitura de São Paulo, eu não faço aliança a qualquer custo". Já o governador de São Paulo, José Serra, não perdeu a chance de ironizar e afirmou que "não sabia se seria necessária uma aliança entre Jesus e Judas para a eleição de 2010 e acrescentou: "Quem fala com Cristo pode perguntar a ele".
A declaração de Lula também repercutiu em agências de notícias e em jornais e sites em todo o país. O presidente disse nesta quinta-feira que "se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".
Declaração de Lula gera críticas em todo o País
Presidente disse que "se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".