Política

Defesa acredita que Niedersberg deve ser solto após depoimento

Secretário estadual do Meio Ambiente foi um dos presos na operação Concutare

Defesa acredita que Niedersberg deve ser solto após depoimento
Defesa acredita que Niedersberg deve ser solto após depoimento Foto : Daniel Hammes / FZB / CP
Mesmo sem ter acesso às acusações o contra o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Niedersberg (PCdoB), preso na manhã desta segunda-feira durante a operação Concutare, da Polícia Federal (PF), o advogado do Eduardo Campos disse acreditar que o cliente seja liberado antes de expirar o prazo da prisão.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) explicou que Niedersberg tem foro privilegiado. Os possíveis habeas corpus impetrados serão julgados pela instância superior ao TRF4: o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Campos explicou à Rádio Guaíba que a prisão temporária serve para o investigado prestar esclarecimentos à investigação e que por isso não há mais necessidade de manter a detenção após o depoimento. Ele disse ainda não ter conhecimento das acusações contra o secretário e que está buscando com a PF detalhes do inquérito para definir as estratégias de acompanhamento do caso.

O mesmo foi alegado pelo advogado do secretário Luiz Fernando Záchia, Rafael Coelho Leal, que também afirmou não ter detalhes das acusações. O defensor esclareceu que até o momento nenhum dos investigados foi indiciado e explicou que todos os pedidos de prisão foram autorizados pela Justiça Federal devido à prerrogativa de função do secretário estadual. Ele ainda classificou a entrevista coletiva da PF pela manhã de “espetáculo midiático”.

Investigação aponta esquema para liberação de licenças especiais

De acordo com a investigação, o suposto esquema envolvia empresários, consultores ambientais e servidores públicos que agiam acelerando a liberação de licenças ambientais. Os setores de construção civil e mineração foram alguns dos segmentos beneficiados com as fraudes, de acordo com a Polícia Federal.

Além de acelerar a obtenção de licenças, alguns requisitos legais, como a observância de estudos de impacto ambiental, eram desconsiderados. Conforme a PF, a rede de corrupção era sustentada com propinas que atingiam até R$ 70 mil.

A PF informou que está convocando peritos ambientais de todo o País para avaliar documentos e analisar supostos danos ambientais, especialmente em função da instalação de empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no litoral Norte.
 



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