A defesa do ex-presidente Lula argumentou, após divulgação de laudo pericial da Polícia Federal (PF), que o documento não confirmou vínculo do político com contratos da Petrobras ou recebimento de imóvel para o Instituto Lula. Além disso, o advogado Cristiano Zanin Martins relatou que o laudo da PF indica que a perícia não conseguiu acessar o principal sistema de informações financeiras da Odebrecht.
O argumento de Zanin se baseia na página 122 do documento da PF, sobre o sistema MyWebDay, usado pela empreitera. "Houve destruição deliberada de dados do sistema antes de os arquivos terem sido disponibilizados à empresa responsável pela guarda e elaboração das cópias forenses", indica a perícia no relatório.
Os advogados de Lula apontam ainda para a página 301. "A análise dos históricos de comandos revelou ainda que três dessas máquinas virtuais tiveram o conteúdo de seus arquivos deliberadamente 'destruídos' através do comando 'shred', cuja principal funcionalidade é sobrescrever arquivos com dados aleatórios, de modo a destruir o conteúdo dos arquivos, com objetivo de impedir a leitura dos dados previamente existentes ou recuperação por meio de ferramentas forenses.”
Zanin reafirmou o argumento da defesa sobre as acusações. "O Instituto Lula funciona desde 1991 no mesmo imóvel. O ex-Presidente Lula não solicitou ou recebeu da Odebrecht ou de qualquer outra empresa imóvel destinado à instalação daquela instituição. Lula também não solicitou e tampouco recebeu a propriedade do apartamento que é locado pela sua família, com regular pagamento de aluguel."
Defesa afirma que laudo da PF não confirma vínculo de Lula com repasses da Odebrecht
Advogado salienta partes do relatório que indicam adulteração e destruição de arquivos da empreiteira