A defesa do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine apresentou na noite desta quinta-feira um pedido de reconsideração da ordem de prisão temporária ao juiz Sérgio Moro. Bendine foi preso em São Paulo por ocasião da 42ª fase da Operação Lava Jato.
Segundo o advogado de Bendine, Pierpaolo Bottini, o ex-presidente da Petrobras já tinha manifestado disposição de colaborar com a Justiça, e já tinha aberto mão do sigilo bancário e fiscal há mais de um mês. “Ele disse que queria contar a versão dele dos fatos, e não tem nenhum indicativo de que ele fosse obstruir a justiça ou fugir. Então, estamos levando esses fatos para [o juiz Sérgio] Moro e esperando o retorno dele”, explicou. A expectativa é que o juiz decida sobre a questão até amanhã.
Bottini também alega que o ex-presidente tinha passagem de ida e volta a Portugal, e viajaria a turismo. O Ministério Público Federal afirmou que só havia localizado a passagem de ida de Bendine para Portugal. Bendine teria recebido ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações, segundo informações das equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que atuam na Lava Jato. A investigação contra Bendine teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-presidente-executivo do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.
Defesa de Bendine pede que prisão seja reconsiderada por Moro
Ex-direto do Banco do Brasil foi detido na 42ª fase da Lava Jato