Política

Defesa de Dilma enfatiza legalidade na contratação de gráficas, Temer "não se preocupa" com ação

Operação da PF realizou mandados de busca e apreensão por supostas irregularidades na chapa Dilma-Temer

Operação da PF realizou mandados de busca e apreensão por supostas irregularidades na chapa Dilma-Temer
Operação da PF realizou mandados de busca e apreensão por supostas irregularidades na chapa Dilma-Temer Foto : Antonio Cruz / Agência Brasil / CP
O presidente Michel Temer e a defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff se pronunciaram, na tarde desta terça-feira, sobre o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal em gráficas que prestaram serviços para sua chapa em 2014. Os advogados da petista enfatizaram que a contratação das empresas foi legal. Temer, por sua vez, relatou que as operações "não o preocupam e são parte da investigação". As buscas e apreensões foram determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Isso é natural. Não há nenhuma irregularidade nisso. A investigação segue adiante com depoimentos, perícias, fatos como esse que visam instruir processo que está no Tribunal Superior. Nenhuma preocupação”, comentou o presidente  em Maceió, durante entrevista coletiva após participar de anúncio de recursos de combate à seca. “Todas as empresas contratadas pela chapa Dilma-Temer atenderam aos requisitos legais de regularidade jurídica e de capacidade operacional, com a integral prestação dos serviços contratados”, disse, em nota, o advogado de Dilma, Flávio Caetano.

A defesa também argumenta que mais de 8 mil documentos que podem comprovar a regularidade dos contratos ainda não foram “devidamente analisados” pela Justiça Eleitoral. “A defesa de Dilma Rousseff juntou aos autos mais de 8 mil documentos em 37 volumes, que ainda não foram devidamente analisados pelos peritos judiciais e que comprovam cabalmente a regularidade dos serviços prestados.”

Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira tiveram como alvos as empresas VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda., Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda. e Rede Seg Gráfica Eireli. Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou a quebra de sigilo fiscal de cerca de 15 pessoas jurídicas e físicas que “demonstraram indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”. Os nomes não serão divulgados por questão de sigilo.

“Causa perplexidade que, decorridos quase dois anos de intensa investigação pelo Tribunal Superior Eleitoral [TSE], seja proferida decisão judicial, a ser cumprida no período de recesso do Poder Judiciário, sem qualquer fundamento de urgência. A defesa de Dilma Rousseff renova seu pleno respeito aos princípios de Estado Democrático de Direito e confia que a Justiça Eleitoral, novamente, reconhecerá a absoluta regularidade das despesas contratadas pela chapa Dilma-Temer”, acrescenta o advogado da ex-presidenta na nota.