Como o habeas tem pedido de liminar e o Supremo já se encontra em recesso, o processo será direcionado à análise da Presidência. Góes foi preso preventivamente no último sábado por agentes da Polícia Federal durante um desdobramento da "Operação Mãos Limpas". A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O prefeito é investigado num inquérito que trata de suposto esquema de corrupção no Amapá e que já levou à prisão, em setembro, o governador Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador Waldez Góes (PDT) - primo do prefeito de Macapá -, o presidente do Tribunal de Contas, Júlio Miranda, e a ex-primeira-dama Marília Góes, já postos em liberdade.
Góes é acusado de ocultar e destruir provas para dificultar a investigação de um esquema que envolvia desvio de recursos da União, irregularidades em licitações e contratações fraudulentas. A defesa de Góes alega que a prisão foi fundamentada apenas na "capacidade em tese do administrador municipal de escolher bem seus subordinados e prevenir desvios". O decreto prisional "não tem um só fundamento fático a sustentar a custódia preventiva", conclui a defesa, pedindo a expedição de alvará de soltura em nome do prefeito.