Foi sorteado nesta terça-feira o nome do relator do caso do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, na Comissão de Ética Pública da Presidência da República. O conselheiro Marcelo Figueiredo vai elaborar voto sobre o processo que vai investigar se Geddel cometeu infração ética ao procurar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para tratar de interesses pessoais referentes a um empreendimento imobiliário em Salvador.
Nessa segunda, o colegiado decidiu abrir procedimento para apurar a conduta de Geddel e determinou prazo de 10 dias para ele prestar as informações que achar pertinente sobre o assunto. No mesmo dia, o ministro telefonou ao presidente da comissão, Mauro Menezes, se colocando à disposição para prestar os esclarecimentos.
A próxima reunião dos conselheiros está marcada para o dia 14 de dezembro. Na tarde desta terça, líderes de diversos partidos da base aliada entregaram ao ministro uma carta de apoio político. Eles defendem a manutenção de Geddel no cargo, decisão que já foi confirmada pelo presidente Michel Temer por meio do porta-voz Alexandre Parola. Líderes de partidos da oposição informaram que pretendem entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro-chefe da Secretaria de Governo.
O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, pediu demissão do cargo na última sexta-feira, alegando razões pessoais. No fim de semana, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, afirmou que o ministro Geddel Vieira Lima o pressionou a intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador, onde ele adquiriu um imóvel. O empreendimento não foi autorizado pelo instituto e por outros órgãos por ferir o gabarito da região, que fica em área tombada.
Definido relator de processo contra Geddel na Comissão de Ética da Presidência
Colegiado abriu procedimento para apurar conduta de ministro que teria pressionado Marcelo Calero