Através do Twitter, Delúbio confirmou que estava se entregando às autoridades em Brasília. O petista salientou que pena foi imposta a ele em "julgamento de exceção" e exaltou o partido: "Viva o PT! Viva o Brasil", escreveu.
Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, Pizzolato relatou em carta que, aproveitando a dupla cidadania, vai apelar para um novo julgamento italiano. "Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália", relatou.
Segundo apurou a Agência Estado, Pizzolato teria fugido do país por terra, através da cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, há 45 dias. De lá, partiu para a Itália. Nessa sexta-feira, os advogados tinham definido acordo com a PF para o envolvido no mensalão se entregar até o meio-dia de hoje.
O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu nesta nesta sexta-feira mandados de prisão contra 12 condenados no processo do mensalão. Logo após a decisão ser encaminhada à Polícia Federal (PF), 10 se entregaram espontaneamente. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato devem se apresentar neste sábado, de acordo com os advogados.