O ex-diretor foi preso pela primeira vez em março, na Operação Lava Jato da Polícia Federal — que tinha como foco um esquema suspeito de movimentar R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro. Libertado em maio, foi novamente preso em junho, após autoridades suíças informarem o Brasil de que Costa tinha dinheiro no país europeu.
Mesmo colaborando com as investigações, Costa deverá ser condenado a uma pena de cinco anos. De acordo com a legislação penal, condenados a menos de oito anos estão dispensados de cumprir regime totalmente reclusos. Neste caso, a progressão da pena poderia lhe levar ao regime aberto em poucos meses. Para o ex-diretor, trata-se de quase um perdão judicial. A expectativa entre os procuradores e sua própria defesa era de que fosse condenado a uma pena superior a 50 anos pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação e destruição de documentos.
Uma cláusula do acordo prevê que Costa deverá usar tornozeleira eletrônica por um ano. Ele também concordou em abrir mão de todos os eventuais direitos sobre os 23 milhões de dólares enviados à Suíça pelo esquema e que foram identificados e congelados naquele país.
Petrobras antecipou verba a Campos
Auditorias sigilosas do TCU apontam indícios de sonegação e evasão fiscal num contrato de R$ 829,3 milhões celebrado entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. No acordo, a Petrobras antecipou o pagamento de tarifas portuárias ao governo local, para viabilizar obras necessárias para o funcionamento do Porto de Suape (PE).