“Naquele momento, em virtude das dificuldades de gestão que encontramos no ProJovem, não tinha condições de esperar uma licitação, sob o risco de o programa ser encerrado e 800 jovens ficarem sem aula”, disse Cleci. Semana passada, a deputada Juliana havia dito aos vereadores que o contrato emergencial com a Fundação da Ulbra não havia sido assinado por ela.
A depoente afirmou ainda ser pouco provável que Juliana não tivesse conhecimento pessoal de André Fortes, que coordenou o ProJovem Comunitário por indicação da Fundação da Ulbra. Fortes também esteve à frente do projeto Quilombos da Juventude, para o qual a então secretaria liberou R$ 338 mil para o projeto de inclusão social de jovens das periferias.
Depois do depoimento de Cleci Jurach, o assessor jurídico da secretaria da Juventude nas gestões de Juliana Brizola, Jonatas Ouriques, apresentou documentos que demonstrariam a licitude dos contratos, com o respectivo empenho de recursos. Ouriques explicou que um aditivo de R$ 179 mil para o programa Quilombos da Juventude não foi liberado, fato registrado no Diário Oficial da município.
Presidente da CPI, o vereador Luiz Braz (PSDB) questionou Ouriques sobre o contrato de R$ 40 mil com uma empresa de filmagem para dois dias de evento. “Por este valor, a filmagem deve ter sido coisa de outro mundo”, ironizou o parlamentar. Ouriques argumentou que o material é de qualidade, inclusive vai disponibilizar os seis DVDs feitos pela produtora contratada (sem licitação).
Já o vereador Mauro Pinheiro (PT), disse que não recebeu resposta convincente sobre o emprenho de R$ 33 mil da Secretaria para a compra de lantejoulas, colas, spray e máquina de soldar para o projeto Quilombos. “Fui atrás da empresa contratada, mas não encontrei em nenhum dos três endereços indicados”, disse o vereador.
O depoimento de Anderson Farias, outro coordenador do ProJovem, foi transferido para a próxima semana. As contradições podem fazer com que os parlamentares convoquem, novamente, Juliana Brizola.