Política

Deputado critica Marchezan por não articular ação com Piratini

Catarina Paladini considerou "inoportuna" iniciativa de pedir auxílio federal para segurança em Porto Alegre

Catarina Paladini considerou "inoportuna" iniciativa de pedir auxílio federal para segurança em Porto Alegre
Catarina Paladini considerou "inoportuna" iniciativa de pedir auxílio federal para segurança em Porto Alegre Foto : Marcelo Bertani / Agência ALRS / CP
O presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Catarina Paladini (PSB), considerou “inoportuna” a iniciativa do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), de solicitar auxílio federal sem articular previamente a ação com o governo estadual.

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“Esta iniciativa teria sentido se não fosse pautada pelo receio das manifestações previstas para o dia 24. Estado e Capital precisam de reforços em segurança em um contexto geral. Além disso, é importante lembrar que nem todo mundo que é contrário às posições do prefeito Marchezan gosta de confusão”, declarou o parlamentar estadual.

Paladini também avaliou que o quadro de insegurança na Capital precisa ser enfrentado com ações de suporte à população em situação de rua e com esforço pela geração de empregos.

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Marchezan solicitou ao governo federal, nesta quinta-feira, a convocação da Força Nacional e do Exército para atuarem na cidade no dia do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, a prefeitura afirma que a medida é para garantir a segurança da população e a preservação do patrimônio público.

O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que não vê necessidade do uso das Forças Armadas do Exercito no dia do julgamento de Lula em Porto Alegre. A secretaria de segurança e Brigada Militar aí do Rio Grande do Sul têm condições amplas de cuidar dessa questão da melhor maneira possível. Não vejo nenhuma necessidade do emprego das Forças Armadas”, disse Jungmann à Rádio Guaíba.

O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer também disse que "não quer um ambiente de guerra" no dia 24 de janeiro. "Todos terão chance de manifestação, mas dentro da lei, num ambiente democrático e de respeito. Qualquer constrangimento, quem será prejudicado é Porto Alegre", reforçou o secretário.