Política

Deputado federal Vitor Paulo deixa presidência do PRB

Parlamentar decidiu abrir mão do comando do partido para se dedicar à Câmara<br />

O deputado federal Vitor Paulo (RJ) renunciou nessa quarta-feira à presidência nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB). Cofundador da legenda da qual fazia parte o ex-vice-presidente da República José Alencar, Vitor Paulo decidiu abrir mão do mandato de presidente para se dedicar às suas funções como parlamentar na Câmara dos Deputados. Ele também é presidente regional do partido no Rio de Janeiro.

De acordo com Vitor Paulo, a função de presidente requer constantes viagens aos Estados para discussão política, formação de candidaturas para as eleições e contato com a militância, coisas que ficam mais difíceis de serem compatibilizadas estando pelo menos três dias da semana em Brasília.

“O processo de fundação e manutenção de um partido é desgastante, requer tempo, viagens, coisas que ficaram mais difíceis de conciliar agora”, informou. Na Câmara, Vitor Paulo é presidente da Comissão de Legislação Participativa, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e membro titular da Comissão de Reforma Política.

Fundado em 2002 e tendo como principal estrela o ex-vice José Alencar, o PRB cresceu e garantiu nas últimas eleições 12 representantes na Câmara dos Deputados, 21 em Assembleias Legislativas e um no Senado, o senador Marcelo Crivella (RJ). Nos municípios brasileiros são cerca de 800 vereadores e 54 prefeitos.

Assumirá a presidência o atual vice, deputado federal Jorge Pinheiro (GO). Na próxima segunda-feira (9), a executiva nacional deverá ser convocada para decidir, em um hotel de Brasília, se mantém a atual formação ou se assumirão novas lideranças.

Vitor Paulo garante que não há mal-estar algum com sua saída e que a decisão é baseada apenas no acúmulo de funções. Há cerca de um ano e meio, ele assumiu, a pedido de Crivella, a presidência regional do partido. No ano passado, até tentou se desvincular do comando nacional, mas a pedido de José Alencar se manteve na presidência. “Ele não concordava (com a minha renúncia). Se estivesse vivo, eu não contrariaria seu pedido”, disse.

As informações são do portal R7


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