Política

Deputados aprovam permissão para Tarso Genro indicar diretoria do Irga

Plenário também aceitou projeto que cria 49 cargos no Instituto de Previdência

A Assembleia Legislativa aprovou modificações no estatuto do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Elas permitem que o governador faça as indicações para as diretorias e presidência da instituição. A matéria foi aceita com 29 votos a favor e 19 contrários.

Deputados da oposição criticaram a mudança. Frederico Antunes, do PP, declarou que tem apoiado o governo, mas que a base aliada está patrolando o conselho deliberativo da entidade. Antunes destacou que o governo está tendo que enfrentar decisão da Justiça que reconduz diretores exonerados por Tarso Genro, que foram escolhidos a partir de lista tríplice elaborada por conselheiros.

O deputado Raul Pont, do PT, defendeu o direito de o chefe de Estado realizar diretamente as nomeações. Disse, ainda, que a oposição não tem coerência nos discursos. Outro projeto aprovado foi a criação de 49 cargos no Instituo de Previdência do Estado (IPE), sendo que 28 serão desmembrados para atender demanda do Orçamento Participativo. Édson Brum, do PMDB, declarou que a tática do governo caracteriza contrabando de posições.

Parlamentares da oposição insistiram na retirada do regime de urgência das matérias para uma maior discussão.
Eles argumentaram que, tanto no caso do Irga como no do IPE, os conselhos deliberativos não foram ouvidos. A intenção do deputado Jorge Pozzobom, do PSDB, é ingressar com ação direta de inconstitucionalidade para tentar, na Justiça reverter a criação de cargos.

A líder do governo, Miriam Marroni, considerou tranquila a votação dos projetos que eram avaliados como polêmicos. Miriam lamentou que deputados que atacam a Tarso Genro tenham uma visão de Estado mínimo.

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