Política

Deputados divergem sobre inclusão de delação de Delcídio

Comissão do impeachment chamará advogados que fizeram denúncia para esclarecimentos

Relator Jovais Arantes salientou que objetivo será esclarecer ação e não discutir méritos
Relator Jovais Arantes salientou que objetivo será esclarecer ação e não discutir méritos Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP
O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão especial encarregada de analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, informou, durante a sessão desta segunda-feira, que chamará para esclarecimentos, na próxima semana, os três advogados autores da denúncia, Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal. Também será convocado o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira. Conforme explicou Arantes, o objetivo é apenas esclarecer a denúncia e não discutir o seu mérito. Ao longo da sessão, os parlamentares divergiram sobre a inclusão ou não da delação premiada do senador Delcídio do Amaral na denúncia.

Presidente do colegiado, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) ressaltou que o limite da comissão será a “diligência para esclarecimento da denúncia”. Os deputados Orlando Silva (PCdoB-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) criticaram a falta de proporcionalidade nas oitivas previstas para a comissão especial. “O plano de trabalho prevê que vão falar quatro pessoas para acusar e uma para defender”, apontou Pimenta.

Parlamentares da base aliada ao governo continuam a criticar a inclusão da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) na denúncia original contra Dilma aceita pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em dezembro de 2015. Os governistas alegam que, ao acolher em dezembro a denúncia original contra Dilma, Cunha já havia rejeitado os temas relacionados à corrupção na Petrobras – caso do conteúdo da delação de Delcídio.

Já a oposição defende que as informações de Delcídio devem ser levadas em consideração pelo colegiado. Uma resposta à questão deve ser dada nesta terça-feira, de acordo com o presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF).

Nova reunião ficou marcada para esta terça-feira, a partir das 11h. Dilma deve apresentar sua defesa em até dez sessões. Até agora foram realizadas duas.