Para o superintendente-geral da Assembleia Legislativa, Ricardo Haesbaert, o aumento no gasto com viagens foi superior ao do ano passado, porque há duas comissões permanentes e uma especial no interior, bem como uma subcomissão que trata de educação infantil. "Como é início de legislatura, os deputados querem estar mais perto da comunidade, prestar contas aos eleitores", explica.
O deputado que mais gastou foi Pedro Westphalen, do PP. Foram R$ 25 mil em quatro meses, gastos em 14 viagens, a maioria para o interior do Estado. Uma foi para Brasília e outra para Verona, na Itália. A viagem internacional custou, em diárias, pouco menos de R$ 7 mil. O deputado participou da Vinitaly, considerada a maior feira de vinhos do mundo. "Nós produzimos um relatório que explica porquê o vinho brasileiro não vai para a frente", resume.
O segundo deputado que mais gastou foi Aloísio Classmann, do PTB, com R$ 20 mil em quatro meses. Classmann viajou 11 vezes para o interior e uma vez para Brasília. Ele justifica que as visitas foram para entrega de carros ou equipamentos de saúde que foram conquistados por meio de emendas parlamentares. "Foram recursos que eu consegui ainda no governo passado, que precisavam ser entregues", garante.
Cada um dos 55 deputados tem, por ano, direito a 84 diárias dentro do Estado, e dez viagens internacionais.