Fernandes relatou ter ficado surpreso, ao estrear no Parlamento com o pagamento de 14º e 15º salários. Ele afirmou que tem apoio de outros parlamentares do partido, como Raul Pont, e que a discussão só não entrou na pauta da reunião da bancada petista desta quarta-feira porque o foco era o pacote do governador Tarso Genro, enviado à Assembleia Legislativa. "Como qualquer outro trabalhador, considero justo o pagamento do 13º salário. Entretanto, não há cabimento a oferta de mais dois salários, quando o bruto de cada vencimento gira em torno de R$20 mil", ponderou Fernandes.
Postal lembrou que atualmente a extinção dessa medida já está ocorrendo em Brasília e que a tendência é de um efeito cascata já que os parlamentares estaduais, pela Constituição, podem receber no máximo até 75% do que ganha um político na capital federal. Ele aproveitou para questionar a nova posição dos petistas. " Não entendo porque esse tema é levantado agora e não no primeiro ano da legislatura, quando Fernandes descobriu o benefício e o presidente da Casa era Adão Villaverde, também do PT. Outra dúvida é porque esse assunto é suscitado agora em meio a questões que envolvem a previdência, a criação de uma nova estatal e aumento de taxas do Detran, assuntos referidos nas propostas do Executivo que tramitam na Casa", argumentou.