Política

Deputados tucano e petista querem impedir auxílio-moradia a juízes gaúchos

Parlamentares se reúnem com MPC amanhã

Os deputados Jeferson Fernandes (PT) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) se reúnem, na tarde desta segunda-feira, em audiência com o Procurador Geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino, para tratar  da concessão de auxílio-moradia a juízes e dezembargadores gaúchos. A expectativa é de que sejam protocoladas mais três representações. Os parlamentares, de partidos tradicionalmente adversários, se unem para tentar impedir o pagamento, que pode consumir quase R$ 1 milhão para cada integrante do poder Judiciário com direito retroativo à medida.

Entre os questionamentos devem estar o julgamento de duas representações contra o benefício que foram derrubadas pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) recentemente. Um dos argumentos recai sobre o conselheiro Algir Lorenzon, favorável à manutenção dos gastos.

O entendimento é de que o voto de Lorenzon não era imparcial o suficiente, pelo fato dele ser parte interessada no assunto. Ocorre que quando a Câmara dos Deputados aprovou, na década de 90, o pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência aos deputados federais, o conselheiro já era integrante do TCE. Com isso, pela Lei Orgânica da Magistratura, em tese, futuramente ele pode solicitar o mesmo benefício.

A soma total pode chegar a um custo aos cofres públicos de R$ 700 milhões, segundo cálculos do deputado Jeferson Fernandes. "Se permitirmos a totalidade desta quantia é claro que num cobertor curto, como é o quadro das finanças do Estado, faltará verbas para áreas como Saúde, Educação e Segurança. Vale salientar que se considerado ilegal o benefício, os valores já pagos não serão ressarcidos por se tratarem de verbas para o custo de vida", alertou o parlamentar petista, lembrando que o mérito do auxílio-moradia ainda vai ser julgado pelo TCE.

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