Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra que cresceu, de novo, a desaprovação ao governo do presidente Lula (PT). São, agora, 56% que desaprovam o governo, ante 41% que aprovam. É a quarta alta consecutiva na impopularidade do presidente.
Na rodada anterior da Quaest, realizada em janeiro, 49% dos entrevistados desaprovavam o governo e 47% aprovavam.
A região Sul do país é aquela na qual o governo apresenta a maior taxa de desaprovação: 64% desaprovam e 34% aprovam. No Sudeste são 60% que desaprovam e 37% que aprovam. No Centro-Oeste/Norte, 52% desaprovam e 44% aprovam.
A única região onde a aprovação segue maior que a desaprovação é o Nordeste: 52% de aprovação ante 46% de desaprovação. Mesmo assim, a pesquisa aponta alta constante da desaprovação do governo na região, tradicional reduto de votos para o PT.
No recorte por faixa etária, a desaprovação ao governo apresentou alta significativa naquela que concentra eleitores entre 16 e 34 anos. Subiu de 52% em janeiro para 64% em março. A aprovação caiu de 45% para 33%. Quando o recorte é por renda familiar, a desaprovação subiu sete pontos na faixa que ganha entre dois e cinco salários mínimos, passando de 54% para 61%.
Foram seis pontos de aumento na faixa até dois salários, de 39% para 45%. E cinco naquela que concentra os que recebem mais de cinco salários: de 59% para 64%.
A avaliação negativa do governo subiu de 37% em janeiro para 41% em março. Outros 29% consideram a administração como regular (eram 28% na pesquisa anterior). E 27% tem avaliação positiva (eram 31% em janeiro). Dos entrevistados, 81% consideram que Lula precisa fazer um governo diferente nos últimos dois anos de mandato.
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A pesquisa traz ainda questionamentos sobre a percepção da população a respeito da economia e de medidas anunciadas recentemente pelo governo, sobre quais são os meios que as pessoas utilizam para se informar, e sobre expectativas em relação aos próximos meses.
Entre os entrevistados, 56% consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses. Quando questionados sobre se o poder de compra dos brasileiros aumentou ou diminuiu em relação a um ano atrás, 81% responderam que diminuiu. Apesar disto, 44% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 34% acreditam que vai piorar.
Sobre a tarifa zero de importação para alimentos, 48% têm expectativa de que ela vai ajudar a diminuir os preços. E 45% acreditam que não vai ajudar. Sobre o aumento da faixa de isenção do imposto de renda (IR), 33% avaliam que trará uma melhora importante em suas próprias finanças, enquanto 51% avaliam que a melhora será pequena.
Sobre a criação de uma taxação mínima para quem tem alta renda, 59% concordam, e 31% discordam. Quando o tema são as maiores preocupações da população, a violência segue em primeiro lugar: 29% a apontam. Em seguida aparecem questões sociais (23%) e economia (19%).
A sondagem evidencia ainda a influência da internet e das redes sociais sobre o eleitorado. Questionados sobre como se informam sobre política, 37% dos entrevistados responderam que pela TV. Outros 36%, contudo, disseram que pelas redes. Além disso, 10% responderam que se informam por meio de sites, blogs e portais de notícias. Só 11% citaram outros meios. A faixa etária dos 16 aos 34 anos é a que mais se informa via redes: 48%. A TV ainda é o meio preferido das faixas entre 35 e 59 anos (40%) e acima dos 60 anos (53%).
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de março, com pessoas de 16 anos ou mais. Foram feitas 2.004 entrevistas face a face, através da aplicação de questionários estruturados. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A Quaest é uma empresa de inteligência de dados. A corretora de investimentos digital Genial Investimentos é controlada pelo banco Genial.