Prometendo promover uma Justiça Eleitoral mais próxima ao eleitor e um “combate incansável às fake news ”, o desembargador Mário Crespo Brum tomou posse como presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) nesta quarta-feira. Ao lado dele, a desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez assumiu a vice-presidência e a corregedoria do tribunal para gestão 2025/2026.
"Vivemos tempos solicitados. A tecnologia transforma a dinâmica de comunicação, ampliando o alcance da informação, mas também exige vigilância constante contra a desinformação que corroí a confiança pública e ameaça a integridade do processo eleitoral", assim colocado Brum em seu breve discurso, em que destacou qual deve ser sua principal missão em frente à Corte Eleitoral: preparar o tribunal para as eleições de 2026 em um país com eleições cada vez mais acirradas.
"Pode parecer que é de tranquilidade o ano não eleitoral, mas eu lhes digo: não é . É um ano que se prepara a eleição vinda, ano em que os planos são realizados para, chegando ao ano eleitoral, ter-se uma claríssima e perfeita ideia do que cada magistrado, magistrada, servidor e servidora irão executar. É uma tarefa complexa e que exige alto comprometimento", afirmou o presidente.
Missão essa que será fielmente desempenhada, conforme garantido o Brum, ainda que em tempos turbulentos. “Assim têm sido as eleições no nosso país dada a polarização política vivida na última década. Nossa tarefa aqui será garantir que, polarizada ou não, a eleição transcorra de forma constitucional e legal”, finalizou.
O desembargador Mario Crespo Brum atua desde 1983 na magistratura, exerceu, a partir de 2002, o cargo de juiz convocado no Tribunal de Justiça (TJRS) e tomando posse como desembargador em 2008. Desde 2021 atuou como membro substituto no TRE-RS.
O novo presidente assumiu no lugar do desembargador Voltaire de Lima Moraes, que, ao deixar a presidência, após assumir o cargo em maio de 2024, relembrou um dos fatos mais marcantes de sua gestão: comandar a Corte após a maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul.
“O clima era desolador, exigindo muita estratégia e ação rápida para enfrentar esse novo tempo de ação rápida”, contornou, ao registrar a magnitude do estrago: foram vários cartórios eleitorais afetados, mais de seis mil urnas deixadas e a Central do Eleitor duramente afetadas. “Em uma corrente uníssona consegui trazer paz e tranquilidade para a realização das eleições”, enfatizou, agradecendo o trabalho em conjunto realizado com os demais tribunais gaúchos, órgãos independentes e forças de segurança pública.
Voltaire finalizou seu último discurso enquanto presidente do TRE-RS, reforçando seus agradecimentos que lhe ajudaram nessa jornada e aos “depois de conversas muitas” o que convenceram a assumir a Corte Eleitoral.