Política

Diógenes Basegio presta depoimento para corregedoria da Assembleia

Parlamentar foi denunciado por recolher parte do salário dos servidores

O corregedor da Comissão de Ética Parlamentar, deputado Marlon Santos (PDT), iniciou por volta das 16h desta segunda-feira o depoimento do deputado Diógenes Basegio (PDT), acusado pelo ex-chefe de gabinete, Neuromar Gatto, de práticas que agridem o decoro parlamentar. O deputado está acompanhado de seu advogado, ex-desembargador Marco Aurélio Oliveira.

O depoimento, que é reservado, é assistido pelo procurador da Assembleia Legislativa, Fernando Bolzoni, e o diretor do Departamento de Comissões Parlamentares, Carlos Eduardo Chaise.

Na semana passada, Marlon Santos ouviu o ex-chefe de gabinete e também fez diligências em Alvorada e na oficina mecânica onde supostamente houve alteração do odômetro de carro, configurando fraude no controle do pagamento de combustível pela Assembleia, conforme denunciou Gatto.

O Corregedor obteve prazo de 30 dias pela Comissão de Ética para fazer as oitivas e preparar sua manifestação sobre as supostas irregularidades denunciadas.

Denúncias

Gatto denunciou o deputado pedetista ao divulgar, a um canal de televisão, imagens feitas com uma câmera escondida, em que mostra Basegio contando dinheiro que supostamente teria sido devolvido por servidores, incluindo funcionários fantasmas da Assembleia. Depois das denúncias do ex-assessor, o deputado afirmou que Gatto estaria envolvido em esquema de fraude no uso do cartão para abastecimento de veículos em serviço.

Segundo o Basegio, as acusações são infundadas e o assessor teria chantageado o deputado depois que foi denunciado ao Ministério Público (MP) por uso indevido de dinheiro público e que teria feito a denúncia para se vingar de uma exoneração (demissão no serviço público).