Logo depois da vaia, um grupo de prefeitos e aliados aplaudiu e gritou palavras de apoio à presidente. A solenidade acontece no hipódromo de Campo Grande. A entrega dos veículos faz parte do Programa Caminho da Escola.
Os ônibus foram adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no total de R$ 64,6 milhões. De acordo com o governo federal, a União disponibilizou, em 2012, R$ 109,4 milhões para a compra de 519 ônibus, dos quais 300 serão entregues hoje.
Criado em 2007, o Programa Caminho da Escola tem o objetivo de renovar e padronizar a frota dos veículos e embarcações usados no transporte de estudantes de escolas públicas do país, contribuindo, assim, para o acesso e a permanência dos alunos nas escolas.
Segundo dados do governo federal, entre 2008 e 2012, foram disponibilizados recursos para a aquisição de 28.599 veículos. Dos 11.994 ônibus escolares adquiridos com recursos do governo federal em 2012, 10.679 são veículos rurais, para levar as crianças que vivem no campo para as escolas mais próximas.
Dilma não irá à festa de 1º de maio em SP
A presidente não irá à festa de 1º de maio, evento que a Força Sindical realiza em São Paulo, para comemorar o Dia do Trabalhador, segundo informou na manhã desta segunda-feira o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
Com presença já confirmada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e com a possibilidade de contar com a participação, ainda, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que tem dado sinais de que pode concorrer ao Palácio do Planalto no ano que vem, a decisão de Dilma foi pelo afastamento. "Temos muito o que comemorar em 1º de maio e é muito provável que a gente (Gilberto Carvalho e o ministro do Trabalho, Manoel Dias) esteja presente com orgulho de ser um governo que recebe trabalhadores, que dialoga com trabalhadores, que atende as reivindicações que são possíveis e faz um esforço enorme para continuar mantendo o nível de emprego que temos no País", afirmou Gilberto.
Além do palanque que a Força Sindical dará a oponentes de Dilma, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já avisou que vai usar a festa para pressionar a presidente em relação a agenda sindical. O movimento reclama da ausência de resposta aos trabalhadores sobre uma pauta com 11 itens, entregue ao governo em 6 de março. A ideia é que o calendário de paralisações já comece a ser discutido.
Carvalho, porém, minimizou os impasses e disse que, até amanhã, haverá uma definição sobre as reivindicações. "A presidenta recebeu as centrais, estamos olhando a pauta das centrais, mas ela não vai ao 1º de maio. Amanhã vamos ter uma definição sobre as posições do governo", destacou o ministro.