Política

Dilma admite que Brasil não é imune à crise econômica mundial

Presidente enfatiza, porém, que País tem a proteção de seu vasto mercado interno

Dilma admite que Brasil não é imune à crise econômica mundial
Dilma admite que Brasil não é imune à crise econômica mundial Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/CP
A presidente, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira, em Brasília, que o Brasil não está isolado dos impactos da crise financeira internacional, e que por isso é necessário adotar medidas para enfrentar o momento atual, que é de dificuldade. "Nós não somos uma ilha, mas não somos um país desprotegido. Pelo contrário. Somos protegidos pelo imenso mercado interno", enfatizou Dilma.

Ela discursou no fim de um seminário promovido pela CNA (Confederação da Agricultura) e lembrou, que nos últimos anos, o governo federal tirou 40 milhões de pessoas da linha da pobreza e transformou o País, pela primeira vez, em uma nação de classe média. "A maior parte da nossa população é de classe média", enfatizou a presidente.

Em seguida, Dilma destacou que o Brasil tem, hoje, todos os mecanismos para enfrentar as adversidades que possam decorrer do aprofundamento da crise europeia. A presidente citou o volume de depósitos compulsórios existentes nos bancos como uma proteção a mais.

"O nosso País sabe que ter R$ 440 bilhões em compulsórios depositados nos bancos nos permite enfrentar internamente qualquer problema de crédito sem recorrer de imediato ao nosso orçamento, o que muitos países do mundo não têm condições de fazer", detalhou a presidente. "Nós temos espaço para fazer política monetária. Nós temos uma política fiscal que é ao mesmo tempo uma consolidação fiscal e respeito à redução de todas as práticas absurdas de países desenvolvidos."

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