O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estaria no gabinete da presidente discutirem a melhor maneira de anunciar a decisão. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também conversou com Dilma, mas deixou o Planalto e foi direto para casa, na tentativa de evitar o assédio da imprensa, sem dar declarações.
Enquanto isso, no Ministério da Defesa, o silêncio impera. A assessoria de imprensa da pasta não atende aos jornalistas há pelo menos duas horas. A ordem é de silêncio até que Dilma fale pessoalmente com Jobim, o que deve acontecer nas próximas horas.
O ministro teria dito à Piauí que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é "fraquinha", e que Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, "não conhece Brasília". "Vou trazer um Biotônico Fontoura para a Ideli e um GPS para a Gleisi", teria brincado.
Jobim nega declarações
Em nota do Ministério da Defesa, Jobim nega ter feito críticas à ministra Ideli. A revista Piauí circula amanhã com a entrevista e as informações foram adiantadas pelo jornal Folha de S.Paulo. “Em momento algum fiz referência a ela dessa natureza”, diz o documento.
Na nota, Jobim afirma que tem auxiliado Ideli nas articulações no Senado com o objetivo de aprovar o projeto de lei em tramitação que trata do acesso a informações públicas. Ele também elogia a ministra. “Reconheço na Ideli capacidade e tenacidade importantíssimas na condução dos assuntos dentro do Congresso”, afirma o texto.
O ministro classifica as informações veiculadas na imprensa como “parte de um jogo de intrigas” e uma tentativa de desestabilizá-lo. “Isso faz parte daquilo que passa pela cabeça de quem não conhece a necessidade de um País”, afirma a nota. Jobim participa hoje, em Tabatinga (AM), da solenidade de assinatura de um acordo para a adoção de um plano binacional de segurança fronteiriça entre o Brasil e a Colômbia.