Política

Dilma atrasa saída de NY para ver exposição de arte

Mostra do artista belga Magritte ainda não foi aberta ao público

A presidente Dilma Rousseff atrasou a sua saída de Nova Iorque em mais de quatro horas e, por causa disso, desembarcou em Brasília somente às 4h desta quinta-feira. O dia é de descanso no Palácio da Alvorada, em Brasília, e não teve agenda durante a manhã.

A previsão inicial era de a presidente Dilma desembarcar em Brasília antes de meia-noite da quarta-feira. O atraso na volta ao Brasil foi decorrente da ida da presidente e sua comitiva para almoçar em um restaurante na cidade e, depois, visitar o MOMA. Dilma queria ver a exposição "Magritte: O Mistério do Ordinário, 1926-1938", mas a mostra só será inaugurada no fim de semana.

O cerimonial da presidente combinou com a direção do museu a visita antecipada e ela pode ver, sem despertar curiosidade de turistas ou jornalistas, as 80 pinturas, colagens e fotos do artista. "Ela queria ver a exposição do René Magritte", confidenciou um interlocutor da presidente, que pediu anonimato. Todos estavam proibidos de fazer qualquer revelação à imprensa sobre a ida ao museu, que foi sigilosamente preparada e que permitiu uma visita mais reservada, já que a mostra ainda não foi aberta ao público.

Pelo segundo dia seguido, Dilma conseguiu escapar da imprensa e andar normalmente por Nova Iorque, como se fosse uma turista qualquer. Depois de discursar para investidores que pretende levar para participar dos leilões para concessões de empresas no Brasil e de ter obtido repercussão positiva de seu discurso na mídia internacional, a presidente Dilma deixou Wall Street e foi almoçar com ministros e assessores em um dos restaurantes da cidade.

Na terça-feira, depois de falar na ONU, Dilma dispensou o aparato de carros oficiais e saiu a pé pelas ruas da cidade, também para almoçar com seus convidados. "Foram só cinco quadras", contou a presidente depois, ao ser questionada sobre a sensação de andar pelas ruas sem ser importunada.

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