“Não vou tratar (hoje) sobre a viagem da presidente”, disse Figueiredo, que convocou entrevista coletiva ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para anunciar a indignação do governo brasileiro sobre as denúncias de espionagem e a exigência de explicações formais por parte dos norte-americanos.
Antes da visita de Dilma aos Estados Unidos, ela deve participar, em Nova York, no próximo dia 24, da Assembleia Geral das Nações Unidos, que não tem caráter de visita de chefe de Estado.
O último brasileiro recebido com honras de chefe de Estado nos Estados Unidos foi Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades e envolve uma série de situações relacionadas ao cerimonial. A previsão é que Dilma seja recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. Também terá momentos de retribuição às homenagens que irá receber, como depositar flores no obelisco (monumento em memória aos heróis de guerra).
Os preparativos da visita estão sendo organizados nos mínimos detalhes, entre eles as preferências da presidente para o cardápio e o gosto musical. Em maio, quando o então ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota foi a Washington e esteve com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, ficou definida a data da visita de Dilma.