Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidenta da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.
No começo da semana, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidente avalia a situação. Oficialmente, no entanto, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema.
Nesta quinta-feira, Dilma Rousseff e Barack Obama, sentaram-se lado a lado, na sessão de abertura da 8ª Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais), em São Petersburgo, na Rússia. A sessão foi aberta pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que está no comando do G20. A cúpula reúne os principais líderes políticos mundiais. A expectativa é de que os dois conversem sobre as denúncias de espionagens envolvendo agências norte-americanas.
Antes da visita de Dilma com honras aos Estados Unidos, ela deve participar, em Nova York, no próximo dia 24, da Assembleia Geral das Nações Unidos, como convidada, sem caráter de chefe de Estado.
O último brasileiro recebido com honras de chefe de Estado nos Estados Unidos foi o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades, pois envolve uma série de situações relacionadas ao cerimonial.
Pela previsão anterior, Dilma seria recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. Também terá momentos de retribuição às homenagens que receberá, como ao depositar flores no obelisco (monumento em memória aos heróis de guerra).
Em maio, quando o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi a Washington (Estados Unidos) e esteve com o secretário de Estado, John Kerry, ficou definida a data da visita de Dilma.