Política

Dilma chama Carlos Lupi e pode anunciar ministro do Trabalho

Novo titular da Pasta deve ser definido em reunião nesta manhã

Dilma chama Lupi e pode anunciar ministro do Trabalho
Dilma chama Lupi e pode anunciar ministro do Trabalho Foto : José Cruz / ABr / CP
Após quase cinco meses sem um ministro do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff pode anunciar nesta segunda-feira o novo titular da Pasta. Dilma irá de se reunir com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, último a ocupar o cargo, para comunicar sua decisão. Apenas o ex-ministro foi chamado pela presidente para o encontro marcado para as 10h. A expectativa pelo anúncio do nome aumentou com a aproximação do feriado desta terça-feira, dia 1º de maio, Dia do Trabalho, data que o PDT teria estabelecido como limite para o anúncio do titular da Pasta.

Na avaliação do PT, seria um desgaste passar o feriado sem a definição de um novo ministro. Dilma teria se convencido disto após encontrar-se com o ex-presidente Lula na semana passada.

Para o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (PDT-CE), os favoritos à indicação são o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) e o secretário-geral do partido, Manoel Dias (PDT-SC). Entretanto, ele reconheceu a possibilidade da nomeação do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), apesar de ele sofrer restrições por parte de petistas. "É uma escolha pessoal da Dilma. Ela nunca pediu uma lista com nomes ao partido", afirmou.

Além disso, segundo Figueiredo, esta é a primeira vez que Dilma chama o partido desde a saída de Lupi em dezembro do ano passado.

Cotado para a Pasta, o deputado federal Vieira da Cunha confia que a decisão da presidente não passará de hoje. "Seria constrangedor para um partido com compromisso com os trabalhadores passar o 1 de maio sem um ministro do Trabalho", disse. Vieira. O deputado gaúcho preferiu não comentar a informação de que a preferência de Dilma seria pelo deputado fluminense, Brizola Neto.

A demora de meses em chamar o PDT para uma conversa no Palácio do Planalto fez crescer uma frente interna no PDT, liderada pelo deputado Paulinho da Força (PDT-SP). Ele é favorável à adoção de uma postura de independência em relação aos interesses do governo federal na Câmara e no Senado.

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