Na avaliação do PT, seria um desgaste passar o feriado sem a definição de um novo ministro. Dilma teria se convencido disto após encontrar-se com o ex-presidente Lula na semana passada.
Para o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (PDT-CE), os favoritos à indicação são o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) e o secretário-geral do partido, Manoel Dias (PDT-SC). Entretanto, ele reconheceu a possibilidade da nomeação do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), apesar de ele sofrer restrições por parte de petistas. "É uma escolha pessoal da Dilma. Ela nunca pediu uma lista com nomes ao partido", afirmou.
Além disso, segundo Figueiredo, esta é a primeira vez que Dilma chama o partido desde a saída de Lupi em dezembro do ano passado.
Cotado para a Pasta, o deputado federal Vieira da Cunha confia que a decisão da presidente não passará de hoje. "Seria constrangedor para um partido com compromisso com os trabalhadores passar o 1 de maio sem um ministro do Trabalho", disse. Vieira. O deputado gaúcho preferiu não comentar a informação de que a preferência de Dilma seria pelo deputado fluminense, Brizola Neto.
A demora de meses em chamar o PDT para uma conversa no Palácio do Planalto fez crescer uma frente interna no PDT, liderada pelo deputado Paulinho da Força (PDT-SP). Ele é favorável à adoção de uma postura de independência em relação aos interesses do governo federal na Câmara e no Senado.