O primeiro compromisso será às 10h30min desta sexta-feira, na Assembleia Legislativa, o lançamento do Pacto Sul - Brasil Sem Miséria, programa que visa beneficiar 16,2 milhões de brasileiros. Ao meio-dia, a presidente almoça com os governadores da região Sul no Palácio Piratini. Às 14h30min, no Salão Negrinho do Pastoreio, Dilma deverá confirmar a destinação de recursos para o metrô, uma das obras mais aguardadas pelos gaúchos.
“Vão ser apresentados o financiamento para o Estado e para o município, no valor de quase R$ 300 milhões para cada um, que teria a complementação do investimento que a União vai fazer no valor de R$ 1 bilhão, que viabilizaria o metrô”, disse o chefe da Casa Civil do governo estadual, Carlos Pestana, durante coletiva sobre os compromissos de Dilma em Porto Alegre.
Pelo menos 16 convênios relacionados ao programa Brasil Sem Miséria deverão ser assinados na Capital gaúcha, voltados aos três estados do Sul. O objetivo é qualificar os trabalhadores que são o público-alvo do programa e dar condições de emprego no mercado de trabalho. “Não há possibilidade de inclusão sem dialogar com o mercado de trabalho”, justificou o representante da Secretaria Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Social, Luiz Müller.
Muitos destes convênios, segundo ele, estão relacionados aos setores supermercadista e da construção civil. No Rio Grande do Sul, a meta do é retirar da miséria as 306 mil pessoas que, segundo o governo do Estado, vivem na extrema pobreza.
Uma das primeiras ações a serem realizadas na Capital é o Mutirão Social, marcado para este domingo no bairro Rubem Berta. A iniciativa vai oferecer diversos serviços públicos gratuitos, como a documentação, intermediação de emprego, oficinas, microcrédito e o cadastramento das pessoas em situação de miséria. Elas passarão a integrar o Cadastro Único e terão acesso a programas sociais dos governos federal e estadual.
“O MDS busca não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, sintetizou Müller. A expectativa é de que sejam atendidas cerca de 10 mil moradores de um dos bairros mais populosos da Capital.