Política

Dilma chega em Nova Iorque para abrir assembleia da ONU

Presidente estava bem disposta e brincou com a imprensa

Presidente Dilma chegou em NY
Presidente Dilma chegou em NY Foto : Roberto Stuckert Filho / PR / CP
A presidente Dilma Rousseff chegou em Nova York na manhã desta segunda e levou mais de uma hora no trânsito para chegar ao hotel onde ficará hospedada. Dilma estava bem disposta e acompanhada da filha Paula, além da comitiva formada pelos ministros Aloizio Mercadante (Educação), Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social), e do assessor de Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Dilma não quis conversar com a imprensa que a aguardava na entrada do hotel e, ao ver os jornalistas, apenas brincou: "Vocês chegaram cedo". A presidente não tem agenda prevista para hoje em Nova York. A ideia é ficar dedicada aos últimos preparativos do discurso que fará amanhã, na abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU.

Antes do discurso de abertura da sessão da ONU na terça, tradicionalmente realizado pelo Brasil, a presidente levará ao secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, em um encontro reservado, às 8h30min, sua indignação em relação à espionagem da NSA e pedirá ação conjunta dos países contra esse tipo de ação. Em seguida, Dilma irá se dirigir ao novo plenário, que foi adaptado para receber os chefes de Estado nesta reunião, já que o palco tradicional está em reforma. Ali, deverá cruzar com o presidente americano, Barack Obama.

Não há uma agenda marcada para ambos, mas espera-se que Dilma e Obama conversem, ainda que rapidamente, como decorrência do telefonema da semana passada e o consequente cancelamento da visita de Estado que ela faria a Washington, daqui a um mês.

Em seu discurso, além de abordar o tema da espionagem, a presidente aproveitará para tratar da questão da Síria. Ela quer dar seu voto de confiança à solução diplomática proposta pela Rússia de auditar o arsenal químico do regime do presidente Bashar al-Assad, por meio de inspeções internacionais.

O Brasil deverá voltar a defender a necessidade de reformulação das Nações Unidas, particularmente do Conselho de Segurança, para abrigar as novas forças do mundo. Há anos o País reivindica um assento permanente no órgão. A crise econômica, que ainda traz consequências aos países, também deverá ser abordada pela presidente.

Milênio

A agenda de Dilma em Nova York inclui um encontro, nesta terça à tarde, sobre desenvolvimento sustentável, quando serão reiterados temas discutidos na Rio+20, em 2011. A intenção é tentar sugerir metas a oito temas considerados objetivos do milênio, que se encerram em 2015, e não serão alcançados.

Dilma tem agendada, na quarta-feira, 25, a presença no encerramento do seminário Oportunidades em Infraestrutura no Brasil, quando estarão presentes e discursarão o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Na comitiva presidencial está também o ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo, que permanecerá em Nova York depois da partida de Dilma, na quarta-feira, para dar prosseguimento a outros encontros agendados.

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