A organização do G20 informou que o foco das atenções da cúpula será o debate sobre o crescimento econômico e a estabilidade financeira, assim como a criação de empregos de qualidade e o combate ao desemprego. Porém, o agravamento da crise na Síria também deve entrar em debate.
No sábado passado, o presidente norte-americano, Barack Obama, informou que os Estados Unidos estão prontos para atacar a Síria. Ele disse, no entanto, que aguardará o apoio do Congresso para iniciar a ação militar. Hoje, Obama ganhou o apoio do republicano John Boehner.
Além desses assuntos, será o primeiro encontro entre Dilma e Obama desde as recentes denúncias de espionagem, por agências norte-americanas, envolvendo a invasão de dados particulares da presidenta brasileira e de seus assessores. O assunto também deve ser tratado em reuniões que Dilma terá, na quinta e na sexta-feira, com os demais presidentes do Brics, bloco formado pela Rússia, Índia e China e África do Sul, além do Brasil.
Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços para Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA), principal responsável pelas denúncias de espionagem do governo norte-americano, está na Rússia desde 23 de junho, quando chegou ao aeroporto de Moscou. Depois de quase 40 dias no aeroporto, ele recebeu asilo da Rússia.
Ontem, o ministro brasileiro das Relações Exteriores convocou o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de espionagem e cobrou explicações “formais e por escrito” dos norte-americanos, até o final desta semana. Para o chanceler, a violação é “inconcebível e inaceitável” sob o ponto de vista da soberania brasileira. “Esse tipo de prática é incompatível com a parceria estratégica entre os países. O governo brasileiro quer prontas explicações”, disse em entrevista coletiva.
Premiê britânico pressionará o G20 para encontrar uma solução para a Síria
O primeiro-ministro britânico David Cameron pressionará a Rússia e outros países para encontrar uma solução para o conflito na Síria durante a reunião d G20 em São Petersburgo, informou seu porta-voz.
Cameron perdeu uma votação na quinta-feira passada para somar-se aos Estados Unidos em um ataque ao regime de Bashar al Assad por suposto uso de armas químicas contra a população.
O premiê disse que não submeterá a questão de novo ao parlamento.
Mas seu porta-voz informou que Cameron ainda aspira dar uma resposta sólida ao suposto ataque químico e que pressionará a Rússia, principal aliado de Assad, para achar uma saída diplomática.
"Um dos pontos que o primeiro-ministro destacou foi a importância de manter o compromisso de acabar com este conflito", afirmou ainda.