A presidente Dilma Rousseff confirmou que vai se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira, para discutir com ele a crise política que atinge o País. "O presidente Lula é uma liderança que, sempre, a presença dele eu acho que contribui porque ele tem noção de estabilidade e tem compromisso com o País. Ele não é uma pessoa que gosta de botar fogo em circo", disse a presidente, em entrevista, ao sair da cerimônia de sanção da lei do feminicídio.
O local do encontro, segundo a presidente Dilma, ainda não foi definido. "Se eu for amanhã a São Paulo, possivelmente almoce com ele. Ou então ele virá aqui a Brasília", comentou a presidente, sinalizando que o encontro poderá ser no final do dia, na capital federal, depois do seu retorno de São Paulo. Dilma estará em São Paulo na terça-feira de manhã para participar da solenidade de abertura do Salão Internacional da Construção.
A relação com o PMDB deve ser o principal assunto da conversa, mas a presidente não quis responder ao ser questionada sobre a relação com o partido. Mais cedo, o ministro-chefe da casa Civil, Aloizio Mercadante, disse apostar no diálogo para a melhoria da relação com o partido que está rebelado no Congresso contra o governo.
Pela manhã, a presidente Dilma se reuniu com o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, e os ministros petistas da Casa Civil, Aloizio Mercadante, das Relações Institucionais, Pepe Vergas, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, quando voltou a discutir os problemas de relação com o Congresso. Temer, que tinha sido excluído das reuniões anteriores, apesar das promessas de Dilma para a cúpula do PMDB, em jantar na segunda-feira passada, participou do encontro, que está sendo chamado de reunião de coordenação política institucional.
Só que este novo formato não eliminará as outras reuniões que Dilma faz apenas com o núcleo petista também para essas avaliações de conjuntura e definição de estratégia de ação. Lula já recomendou a Dilma que integre Temer a este núcleo para facilitar entendimento com o partido, que agora atingiu nível crítico.
Neste esforço de abrir outros canais com outros partidos no Congresso, no momento em que a relação com o PMDB está difícil, Dilma recebe daqui a pouco os líderes dos partidos da base aliada no Senado. Dilma precisa encontrar formas de restabelecer pontes com aquela Casa, principalmente agora que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou guerra ao Planalto, em decorrência das investigações da Operação Lava Jato.
Dilma confirma almoço com Lula para discutir crise política
Segundo a presidente, local do encontro não foi definido