Para Dilma, a alta de 18% de 2011 para agora reflete o serviço telefônico 180, de orientação às vítimas de violência sexual. Ainda assim, disse que é “alartamente” o Brasil ter tido mais de 50 mil casos de violência sexual no país ao longo do ano passado. “Mas sabemos que estes registros são, infelizmente, subestimados.”
Dilma defendeu medidas mais rígidas contra os agressores. “É necessário: o fim da impunidade dos agressores, o combate implacável ao preconceito sexista, o respeito às diferenças e o apoio e acolhimento às vítimas.” Ela avaliou que a Lei Maria da Penha, que criminalizou a agressão sexual, foi um grande avanço.
Além da lei, o programa Casa da Mulher também servirá para combater a violência contra a mulher, comentou a presidente. “Nessas Casas, atuaremos em parceria com os demais poderes para coibir a violência contra a mulher e para ampliar e humanizar o acolhimento e a proteção à mulher vítima de violência”, afirmou. “As Casas da Mulher reúnem num único lugar a delegacia da mulher, os juizados e as varas, as defensorias, as promotorias e e a equipe psicossocial de apoio às vítimas de violência. É projeto conjunto com os governos estaduais, as prefeituras e a Justiça.”
De acordo com a presidente, os editais para construção de unidades do Casa da Mulher nas capitais estaduais será publicado ainda nesta semana.