O fato causou ainda mais irritação de aliados políticos que já haviam se considerado "expostos" pela Polícia Federal, com permissão para que fossem feitas imagens dos presos, criando mais problemas à presidente, que recebeu inúmeras queixas no Planalto. As reclamações preocupam o governo, que já enfrenta graves problemas com a base no Congresso pela demora na liberação de emendas e de nomeações para cargos.
O Palácio do Planalto informou também que, em resposta ao ofício de Cardozo, Cézar Peluso disse ao ministro da Justiça que vai encaminhar a denúncia ao Ministério Publico, ao governo estadual e à Vara de Execuções de Macapá.
A Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. A operação contou com a participação de 200 policiais federais. Foram expedidos 38 pedidos de prisão, porém duas pessoas continuam foragidas.
Dos 36 detidos em São Paulo, Brasília e no Amapá, na última terça-feira, 18 já haviam sido libertados na quarta-feira. Nesta sexta, a Justiça concedeu habeas corpus para cinco suspeitos, incluindo o número dois do Turismo, Frederico Costa e Silva. Ele teria de pagar R$ 109 mil de fiança.
A investigação sobre o esquema de corrupção de verbas do Ministério do Turismo começou em abril, depois que um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é R$ 4,4 milhões. A PF estima que dois terços dos recursos tenham sido desviados pelo grupo.
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