A presidente Dilma Rousseff saiu em defesa da Petrobras, em seu discurso de diplomação para um novo mandato nesta quinta-feira. Ela conclamou a população a firmar um pacto contra a corrupção e garantiu que o crescimento do país vai se acelerar “mais rápido do que alguns imaginam”. Durante a cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela disse que cabe aos eleitos governarem bem e, ao segundo colocado, exercer o papel de oposição da melhor maneira possível. “Eleição democrática não é uma guerra, não produz vencidos”, declarou.
Dilma discursou logo após receber o diploma - que a habilita a ser empossada no dia 1º de janeiro - das mãos do presidente do TSE, ministro Dias Tóffoli. Em uma fala voltada a promessas de como pretende iniciar o seu segundo mandato, ela fez questão de repetir palavras como “novo”, “mudança” e “esperança”.
Os casos de corrupção da Petrobras foram explicitamente citados pela presidente em meio à linha de raciocínio de que “alguns funcionários” foram atingidos no processo, mas é preciso “continuar acreditando na mais brasileira das nossas empresas”. O argumento utilizado foi o de que é preciso “punir pessoas, não destruir empresas”. “Estamos enfrentando com destemor, e vamos transformar [o caso] em energia transformadora”, defendeu.
“Não podemos fechar os olhos a uma verdade indiscutível. Chegou a hora do Brasil dar um basta à corrupção”, frisou Dilma, antes de salientar que o combate aos corrupts, envolvendo todas as esferas da sociedade, “vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa”. Ela sublinhou que a mudança envolve uma nova consciência de moralidade pública na atual e nas próximas gerações. “Quero ser a presidenta que ajudou a tornar esse processo irreversível”, continuou.
“Temos a felicidade de viver em um país onde a verdade não tem mais medo de aparecer”, afirmou. Punir os responsáveis, no entanto, não diminui a importância e a competência da empresa, de acordo com a presidenta reeleita. Para ela, é preciso continuar apostando na governança da Petrobras, no modelo de partilha e na política de conteúdo local. “A Petrobras e o Brasil são maiores que qualquer problema e crise", acrescentou, e "por isso temos capacidade de superá-los e deles sair melhores e mais fortes”, afirmou.
Dilma defende a Petrobras e conclama pacto contra corrupção
Presidente garantiu punição a pessoas sem destruir a empresa no discurso de diplomação