Dilma afirmou que é unânime no governo a vontade de defender a indústria nacional. "Pedi à minha equipe que avançasse nas propostas e chegasse ao máximo possível para construir com ousadia e coragem medidas para que a indústria possa competir com a avalanche de manufaturados que chegam do mercado internacional", afirmou.
A presidente disse que as medidas são o início de um diálogo entre governo, trabalhadores e empresários. "A concorrência de importados já tem sido uma luta injusta. "Com a crise dos países desenvolvidos, a concorrência pode se tornar mais difícil para indústria. Por isso, teremos diálogo sistemático", disse.
Dilma afirmou que não se pode esperar em momentos de crise. Esta foi a experiência deixada pelo enfrentamento da crise financeira em 2008, no governo Lula. "É justamente em momento de tensão do mundo que temos de mostrar boa dose de ousadia", afirmou. A presidente disse que, para isso, não abdicará da base do desenvolvimento econômico, como o controle da inflação e o fortalecimento da indústria.
Câmbio e pauta de exportação são dois obstáculos a vencer
Dilma Rousseff afirmou que o Brasil tem dois obstáculos a vencer: o câmbio desequilibrado e a diversificação da pauta de exportação para manufaturados com maior valor agregado.Para isso, disse a presidente, é preciso inovar e investir em pesquisa e desenvolvimento. "Este é o momento certo de agregação de valor".A presidente disse que o lançamento do Brasil Maior é o governo fazendo a sua parte, mas também um chamamento da indústria. "Este é um plano estratégico da nação". Segundo a presidente, o momento exige do Brasil coragem e ousadia para enfrentar as turbulências no cenário econômico internacional.
A presidente fez um balanço do cenário econômico e alertou para o fato de que o País não está imune às turbulências. "O Brasil tem capacidade para enfrentar a crise, mas não pode se declarar imune aos seus efeitos". A presidente disse que o País tem 60% a mais de reservas em relação aos patamares de 2008, ano em que houve o recrudescimento da crise financeira internacional. "Assim como em 2008, o momento atual exige coragem e ousadia", repetiu.
Ela ressaltou que a insegurança no mercado internacional continua mesmo com a aprovação do pacote de medidas pelos EUA. "O mundo vive problemas de insensatez e supremacia de ambições regionais ou corporativas", disse. "Há um excesso de liquidez de países ricos em relação a países em desenvolvimento, que gera desequilíbrio cambial. E a instabilidade lá fora vai continuar", opinou. "O Brasil tem condições de enfrentar uma crise prolongada."