Política

Dilma defende protecionismo no Mercosul para frear saída de capitais na crise

Presidente voltou a criticar "propostas conservadoras" da Europa para contornar o caos econômico

Dilma posa com seu colega uruguaio, José Mujica
Dilma posa com seu colega uruguaio, José Mujica Foto : Daniel Caselli / AFP / CP
A presidente Dilma Rousseff manifestou, nesta terca-feira, preocupação com as "propostas conservadoras" na Europa para solucionar a crise econômica internacional e pediu mais proteção às economias do Mercosul. Em discurso no encerramento da reunião dos presidentes dos quatro países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), ela defendeu a criação de mecanismos para proteger a economia da região, diante da perspectiva de recessão global, que deve levar à escassez de credito nos mercados externos e à fuga de capitais.

Segundo Dilma, a solução é adotar mecanismos de defesa comercial, para impedir a invasão de produtos de paises que buscam novos mercados, como o Mercosul. Ela tambem defendeu uma maior integração regional e mencionou a importância da entrada da Venezuela no bloco. "Este processo é inadiável e não deve ser obstaculizado por interesses menores", enfatizou a presidente. A adesão da Venezuela ao Mercosul foi aprovada pelos presidentes do blogo regional em 2006, mas precisa ser ratificada por todos os parlamentos.

Os congressos do Brasil, da Argentina e do Uruguai ja votaram a favor da entrada da Venezuela. Mas a maioria do Senado paraguaio, de oposição ao presidente Fernando Lugo, votou contra. Esse foi um dos temas discutido em um encontro fechado que durou mais de quatro horas entre os líderes nacionais. Foi a reunião mais longa de presidentes em toda a história do Mercosul.

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