A presidente disse que encaminhará ao Congresso proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo. A manutenção de regras estáveis que permitam a manutenção do poder de compra foi defendida por Dilma.
"Os salários dos trabalhadores terão ganhos reais sobre a inflação, que serão compatíveis com a capacidade financeira do Estado brasileiro", afirmou.
Legislativo e Judiciário
A presidente começou seu discurso reafirmando o compromisso de ter uma relação harmoniosa com os poderes Legislativo e Judiciário. Ela também falou com firmeza sobre as conquistas do povo brasileiro, que assistiu a uma transição democrática no país e lembrou que a Constituição de 1988 e as eleições livres consolidaram a vivência democrática. Esse ambiente democrático permitiu ainda, segundo Dilma, a consolidação do desenvolvimento econômico e social.
Pobreza
No discurso, a presidente garantiu que seu governo dará oportunidades iguais a todos. "Todos temos responsabilidade no fortalecimento da democracia começando pela erradicação da pobreza", disse. Ela comentou que não se trata de uma missão que se restrinja ao governo, mas a todos os brasileiros."O Brasil precisa criar condições para acabar com a miséria e para isso conta com a participação de todos", disse.
A eliminação da pobreza extrema para todos os brasileiros, na avaliação de Dilma, não é resultado de "um ato de voluntarismo", mas de uma política macroeconômica de crescimento econômico. Com ênfase, disse que o crescimento ampliou a rede de proteção social e lembrou que no governo passado mais de 27 milhões de brasileiros obtiveram renda maior e superaram a linha da pobreza.
Economia
Dilma reafirmou a política macroeconômica do País, citou a necessidade de controle fiscal e garantiu que seu governo manterá a estabilidade econômica como "valor absoluto". "Não permitiremos em nenhuma hipótese a volta da inflação", acrescentou. A presidente foi aplaudida em diversos momentos de seu discurso e chegou a repetir a fala ao ser interrompida quando falava sobre a reforma política.