Política

Dilma defende regras de longo prazo para salário mínimo

Presidente discursou na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional

Dilma reafirmou a política macroeconômica do País, citou a necessidade de controle fiscal e garantiu que seu governo manterá a estabilidade
Dilma reafirmou a política macroeconômica do País, citou a necessidade de controle fiscal e garantiu que seu governo manterá a estabilidade Foto : Evaristo Sá / AFP / CP
O salário mínimo foi um dos temas da mensagem da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional nesta quarta, em Brasília. "A adoção da política de valorização do salário mínimo permitiu que esse alcançasse o maior nível dos últimos 40 anos, beneficiando diretamente trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas", afirmou. Ela disse, entretanto, que é preciso ir ainda mais longe, "superando o quadro atual e instituindo regras estáveis de longo prazo que permitam a continuidade dessa política".

A presidente disse que encaminhará ao Congresso proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo. A manutenção de regras estáveis que permitam a manutenção do poder de compra foi defendida por Dilma.

"Os salários dos trabalhadores terão ganhos reais sobre a inflação, que serão compatíveis com a capacidade financeira do Estado brasileiro", afirmou. 

Legislativo e Judiciário

A presidente começou seu discurso reafirmando o compromisso de ter uma relação harmoniosa com os poderes Legislativo e Judiciário. Ela também falou com firmeza sobre as conquistas do povo brasileiro, que assistiu a uma transição democrática no país e lembrou que a Constituição de 1988 e as eleições livres consolidaram a vivência democrática. Esse ambiente democrático permitiu ainda, segundo Dilma, a consolidação do desenvolvimento econômico e social.

Pobreza

No discurso, a presidente garantiu que seu governo dará oportunidades iguais a todos. "Todos temos responsabilidade no fortalecimento da democracia começando pela erradicação da pobreza", disse. Ela comentou que não se trata de uma missão que se restrinja ao governo, mas a todos os brasileiros."O Brasil precisa criar condições para acabar com a miséria e para isso conta com a participação de todos", disse.

A eliminação da pobreza extrema para todos os brasileiros, na avaliação de Dilma, não é resultado de "um ato de voluntarismo", mas de uma política macroeconômica de crescimento econômico. Com ênfase, disse que o crescimento ampliou a rede de proteção social e lembrou que no governo passado mais de 27 milhões de brasileiros obtiveram renda maior e superaram a linha da pobreza.

Economia

Dilma reafirmou a política macroeconômica do País, citou a necessidade de controle fiscal e garantiu que seu governo manterá a estabilidade econômica como "valor absoluto". "Não permitiremos em nenhuma hipótese a volta da inflação", acrescentou. A presidente foi aplaudida em diversos momentos de seu discurso e chegou a repetir a fala ao ser interrompida quando falava sobre a reforma política.

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